sábado, 10 de agosto de 2013

Deixa ser

Não me peça que eu te explique de onde venho.
Não sei nada além daquilo que sinto.
Sou produto disso que você vê:
do presente, do imediato.

Sou nato
e do natural fiz minha sombra.

Não quero parecer algo que, de vez em quando, você enxergue nos seus sonhos.

Quero ser eu!
Seja esse eu quem eu quiser.

Quero agredir sem ferir.
Quero submissão sem pedidos.
Quero justiças sem julgamentos...
Quero amores... sem pesar.

Me ame pelo que sou
E não pelo que fui.
Me julgue pelo presente
e não pelo antigo artigo de luxo
que tinhas na sua prateleira

Me deseje pelo agora
E nunca pelo distante tempo que fiquei

Sou frágil
Pode não parecer
Mas sei exatamente onde estar
Quando você desabar:

Nos seus longos e suaves braços de porcelana.

Pois não só de nostalgia vive um ser medíocre
Mas sim de sonhos!
Sonhos esses formados daquilo que a gente um dia uniu
Um dia juntou
Um dia sonhou:

LUZES...

Vejo que o dia já terminou
Vejo que o tempo já passou
Vejo que o que vejo é agora realidade
E que os meus antigos sonhos são agora
um tapete


Pros novatos limparem os pés.

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