sábado, 30 de maio de 2015

Quase

Certo de que o sol alguma hora nasce
Me contento em saber que o meu esforço não pereceu
Diante das dificuldades que colocamos
Perante as respostas que nunca ouvi

Contemplo o horizonte distante que tenho a frente
Desmonto armadilhas fáceis de presas burras
Sigo por caminhos tortuosos, porém, seguros
Me meto em tentar desfazer o nunca feito

Não fui eu quem colocou formigas no teu bolo
Muito menos sequei suas fontes de água

Pelo contrário...

Tentei encher sua vida de bons motivos
Coloquei em seus bolsos moedas de confiança
Pintei a fachada do seu lar com boas vindas
Costurei em seu tapete declarações de futuros belos

Se me perguntarem PQ estou sentado aqui
Direi somente que estou esperando
A resposta, a esmola, a chuva...
Esperando algo de fato acontecer
Um momento que me faça crer

Espero a brisa bater em meu rosto
Como aquele beijo meio cheiro que te dei
Paciente, penso no amanhã
Um misto de vontade e desejo, ansiedade e caos, insanidade e destreza

Quase certo e quase tão errado
Que passa a ser tão quase tudo...
Num meio de um quase nada.

A única diferença é que ser tudo é o mesmo de ser nada.
E nada não é algo que estou lutando pra ser ao seu lado.

Agora olhe:
Nosso ônibus chegou!

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