E o vento começa a soprar pros lados de lá.
O LÁ não conheço.
Mas sei que é bem melhor do que o AQUI.
Ou pelo menos o AGORA.
O mês se vai e com ela o desagrado.
O outro que vem, chega com uma esperança ao menos:
CHUVA!
Aquela que lava e renova o amanhecer de quem espera
Mesmo sentado, um novo dia
Eu espero em pé
Acordado, vejo o sol sair entre o horizonte lambuzado de
nuvens
vermelhas, ásperas, estranhas
parecem não aceitar o novo dia
mas logo não são mais um impe-cílio
O mês que chega traz no próprio ar um cheiro novo
úmido, gentil, estranho
Me esqueço a cada derrota do cheiro da vitória
mas nunca esqueço o cheiro da chuva.
Que ela traga o alivio que precisamos
Tanto do tempo quanto da paz
que ela lave, não somente a estrada por onde passo,
mas também os meus pés.
Que já estão sujos de tanto voltar.
Andei, caí, levantei, caí, caí e caí
Mas posso novamente me levantar.
Outubro não. Esse se vai pra sempre.
E por mais que ano que vem te deem outro mês
O nome não já diz nada.
Não é você.
É outro!

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