quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A Morte do Medo
Somente sozinho você é honesto.
Somente sozinho você consegue ser verdadeiro consigo mesmo.
Não há como esconder seus medos ou suas ansiedades.
Não existe um meio de ignorar ou mentir.
É só você que se conhece.
É só você que chora sem remorsos ou vergonha.
Derrama suas lágrimas sem se importar com um nariz vermelho ou as secreções nasais que escorrem.
Chorar de rir, de angústia, de tristeza e principalmente de medo.
Medo da morte, medo da vida. Medo dos mortos, medo dos vivos.
Às vezes não se sabe diferenciar.
O que é pior?
O que seria pior?
Pelo que seria melhor chorar?
De medo?
Às vezes não se sabe diferenciar.
Mas ainda assim se consegue sentir medo.
Sozinho!
Só seus próprios barulhos te atrapalham.
Só seu soluçar te tira a concentração e lhe dá arrepios.
Por que o silêncio é tão devastador?
Por que a necessidade de se criar um barulho para afastar o receio da ausência do som?
Será que o silêncio nos faz ouvir o que realmente pensamos?
Será que só assim aceitamos nossos defeitos?
E quanto ao escuro?
Ah, o escuro!
O Medo do desconhecido à flor da pele.
O que será que há a dois centímetros de onde estou? --você pensa.
O que há do outro lado da sala?
O que há do outro lado da rua?
O que há do outro lado da vida?
O que é a morte?
Medo, somente?
Medo do desconhecido.
É o escuro e o silêncio personificados.
É a sua solidão no meio do nada.
É a sua vida no meio de tudo.
É o seu corpo no meio da sala.
É você... somente você no seu universo.
(12-04-10)
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